Projeto em Nova Lima depende do Copam


Complexo visa atrair empresas.  

A extinta mina de Águas Claras pode abrigar um complexo empresarial, residencial e de serviços 

A licença prévia (LP) do projeto da Vale S/A de transformação da mina de Águas Claras, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), em um complexo empresarial, residencial e de serviços deve ser votada pelo Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) até o início de fevereiro, segundo informou a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), por meio da assessoria de comunicação. 

O processo de licenciamento do empreendimento, originalmente iniciado em 2005, foi interrompido durante a consolidação do processo de incorporação da Minerações Brasileiras Reunidas S/A (MBR) pela Vale, segundo a Semad, o que ocorreu em 2007. 

De acordo com as informações da Semad, o Copam está analisando aspectos técnicos do projeto, que prevê o parcelamento da área para usos residencial e comercial. A Vale, via assessoria de comunicação, confirmou que o empreendimento continua em fase de licenciamento, mas não comentou o assunto. 

O projeto inicial prevê a implantação do complexo em um terreno de aproximadamente 2,6 mil hectares, sendo que o condomínio ocuparia uma área de 155 hectares. A Vale entraria como empreendedor direto nos negócios e seria a coordenadora dos investidores. A intenção é atrair empresas que atuam nos segmentos de imóveis residenciais, comércio, serviços e lazer ao longo de 20 anos. 

O complexo tem potencial para receber aproximadamente 8 mil famílias. Além disso, a cava da extinta mina já se transformou em um lago de 150 metros de profundidade, com previsão de chegar a 200 metros, e de mil metros de comprimento por 700 metros de largura. 

Dos 2,6 mil hectares que compõem a propriedade, apenas 194 hectares, algo próximo de 9% da área total, serão utilizados para ocupação, visando a preservação da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Jambreiro, conhecida como Mata do Jambreiro, que ocupa uma região maior que a área inserida dentro da avenida do Contorno na Capital. 

“Gold City” – O reaproveitamento de minas exauridas também pode gerar outro investimento em Nova Lima. A AngloGold Ashanti Brasil Mineração, de capital sul-africano e com operações em Minas Gerais, deverá investir, através de parcerias público-privadas (PPP) e recursos próprios, mais de R$ 100 milhões ao longo de dez a 15 anos em uma área de aproximadamente 200 mil metros quadrados.

O terreno engloba a antiga mina de Morro Velho, desativada em 2003. O projeto, apresentado no ano passado, visa a requalificação urbana da região Central da cidade e foi batizado provisoriamente de “Gold City”. A mina começou a ser explorada em 1725, durante o Ciclo do Ouro, e foi desativada em 2003. Considerando o período de exploração, a jazida foi responsável por um faturamento que ultrapassa a casa dos US$ 7 bilhões, em valores de hoje. 

A área de influência do “Gold City” também pode receber o Polo Joalheiro de Nova Lima, porém a implantação do complexo ainda não saiu do papel, graças à demora na concessão de licenças ambientais e à falta de investidores. A construção do cinturão joalheiro e de bijuterias demandará aporte da ordem de R$ 40 milhões e seriam bancados pelo pool de empreendimentos que se instalarem no local.

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