Vendas de imóveis novos e usados em BH cresceram 12% em 2010


Depois de amargar quedas nas vendas por dois anos seguidos, o mercado imobiliário de Belo Horizonte festeja a retomada do aumento da transferência de apartamentos, casas, barracões, galpões, salas, lojas e lotes vagos. Dados parciais apontam para o crescimento em torno de 12% no ano passado em relação a 2009, quando 30.144 unidades residenciais e comerciais foram negociadas na capital. Para 2010, a projeção é de 33.761. Os dados do segmento são calculados com base no Imposto sobre Transações de Bens Imóveis (ITBI). A Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG) só divulgarão o balanço oficial no fim deste mês.

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“O setor e o volume de vendas estão num bom momento”, avaliou o presidente da CMI/Secovi-MG, Ariano Cavalcanti de Paula. Ele, entretanto, admite que a alegria não é completa: o setor havia projetado chegar ao fim de 2010 com salto de 25% no volume de imóveis negociados. De qualquer forma, enfatiza que o percentual de 12% confirma que o mercado começa a retomar o fôlego, perdido desde 2008. Naquele ano, 33.536 unidades residenciais e comerciais foram vendidas – retração de 8% na comparação com 2007 (36.477 imóveis negociados). No confronto entre 2009 e 2008, a queda foi ainda maior 10,1%.

As duas quedas consecutivas encontram explicação, principalmente, na crise financeira que começou nos Estados Unidos e contaminou o mundo. Já o resultado de 2010 se deve a vários motivos, como a decisão do Governo Federal, no início do ano passado, de ampliar de R$ 350 mil para R$ 500 mil o teto máximo de uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) como fonte na compra de imóveis. O prazo do financiamento, que antes era de 25 anos, também foi estendido para três décadas. As medidas ajudaram a aquecer o mercado doméstico.

“Crescemos 25% em 2010 e projetamos aumento em torno de 30% em 2011” , planeja a gerente de Vendas da Lar Imóveis, Ana Maria Rodrigues. A imobiliária está tão confiante na vinda de bons números que abrirá, nas próximas semanas, sua quinta filial em BH. Ela observa que a maior procura é por apartamentos de três quartos, com duas vagas na garagem. “As construtoras voltaram a investir nesse segmento. Para se ter ideia, as unidades são vendidas antes de a construção ficar pronta”.

A procura por apartamentos, independentemente do padrão, foi o responsável pelo reaquecimento do setor. O último balanço da CMI/Secovi-MG, referente ao acumulado janeiro/setembro de 2010, mostra que esse tipo de moradia representou 69,43% de todos os imóveis vendidos na capital e registrados na prefeitura naquele período. As casas responderam por 14,45%, enquanto lotes vagos somaram 5,29% e lojas 4,16%. Em seguida, aparecem as salas (3,28%), galpões (2,05%), barracões (0,87%) e vagas de garagem para usos comercial (0,35%) e residencial (0,11%).

CUSTO DA MORADIA

O aumento da procura por apartamentos refletiu no preço da moradia. “O valor médio em 2010 deve ter ficado em torno de R$ 268 mil. Em 2009, havia sido de R$ 214,536”, diz Ariano Cavalcanti, da CMI/Secovi-MG. O terapeuta holístico Maurício Neves, de 55 anos, ajudou a aquecer o mercado no ano passado.

No segundo semestre, ele vendeu seu apartamento de três quartos, com dependência de empregada e duas vagas, no Bairro Padre Eustáquio, Região Noroeste da capital, por um preço pouco acima da média do setor. Neves não encontrou dificuldades em negociar o antigo imóvel: “Consegui vendê-lo em apenas 30 dias”. O dinheiro foi usado como parte da compra de outro apartamento na mesma região. “Moro no bairro há 10 anos e decidi continuar aqui. O novo prédio tem elevador, o que faz diferença”, diz.

CRÉDITO

A participação do crédito imobiliário no Produto Interno Bruto (PIB) do país passará dos atuais 4% para 11% em 2014, conforme estimativa do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São Paulo (Secovi-SP). A perspectiva tem como base estudos da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) e do Banco Central (BC). O sindicato reafirmou também a projeção de crescimento de 50% nos financiamentos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) para 2011, que deve saltar de R$ 57 bilhões para R$ 85 bilhões.

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