Negociações a todo o vapor


O mercado de comercialização de imóveis em Belo Horizonte terminou o ano passado com números que mostram a valorização desse tipo de investimento. Segundo pesquisa realizada pela Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG) e Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas da UFMG (Ipead), divulgada em novembro, o valor médio dos apartamentos vendidos na capital, de janeiro a setembro do ano passado, foi de R$ 226.723,24.

Levantamento feito com base nas emissões do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) também apurou que o preço do principal tipo imobiliário é 17,20% maior que a média apurada em 2009, que foi de R$ 193.420,05. Em setembro, o preço médio dos apartamentos chegou a R$ 247.216,48, valor 138,73% superior ao registrado em 2004 (R$ 94.972), o que significa taxa efetiva de 1,22% ao mês.

Mas, mesmo com a elevação dos preços, o mercado teve um desempenho satisfatório e refletiu as perspectivas dos empreendedores para o segmento imobiliário. Para ter uma ideia desse otimismo, só de janeiro a outubro de 2010 foram lançados 4.782 apartamentos na capital, de acordo com pesquisa do Ipead. Isto significou aumento de 17,06% em relação ao número observado em igual período do ano passado (4.085).

SATISFATÓRIO

E, apesar de o número de apartamentos comercializados nos primeiros 10 meses de 2010 ter sido 6,01% menor do que o observado no mesmo período em 2009 – 5.094 contra 5.420, segundo o Ipead –, o resultado foi satisfatório. Isto porque desde 1994, quando teve início o levantamento, esse é o segundo melhor resultado percebido. Além disso, é 75% superior à média verificada para o período de janeiro a outubro (2.916 unidades).

Em termos gerais, o presidente da CMI/Secovi-MG, Ariano Cavalcanti de Paula, diz que, em 2010, houve aumento de 7,29% na comercialização de imóveis prontos em relação ao ano anterior. “Em 2009, a média de transações foi de 2.512 ao mês e, em 2010, foi de 2.695. Em relação aos apartamentos, a média de vendas em 2009 foi de 1.538 e de 1.769 em 2010, o que representa um aumento de 5,02%”, aponta.

Em valores, a comercialização de 5.094 unidades no início de 2010 significou um Valor Global de Vendas (VGV) de R$ 1,8 bilhão, enquanto no mesmo período de 2009 o VGV correspondeu a R$ 1,38 bilhão. Em termos nominais, o aumento foi de 27,23%. Uma das justificativas para este resultado, conforme o Ipead, foi o aumento de 69,35% nas vendas de imóveis entre R$ 250 mil e R$ 500 mil. Outro destaque foi o incremento de 32,20% na comercialização de imóveis acima de R$ 500 mil.

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