Bons números para este ano…


Projeções realizadas pelo Banco Central indicam crescimento de 6,6% na construção civil este ano e uma valorização dos preços dos imóveis.
O setor da construção civil gera muitos postos de trabalho e reflete-se na atividade de vários outros segmentos, alcançando papel de destaque na economia. Este ano, esse protagonismo deve se manter, uma vez que projeções realizadas pelo Banco Central indicam crescimento de 6,6% na construção, maior até que a evolução do país, que tem expectativa de crescer 4,5%.

Dados da Fundação João Pinheiro (FJP) indicam alta de 8,8% no PIB do setor em Minas Gerais, no acumulado dos três primeiros trimestres de 2010. Em consequência, o número de vagas formais geradas foi positivo. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), na Região Metropolitana de Belo Horizonte foram criadas, no ano passado, 9.424 vagas de trabalho no setor. Em Minas, foram contabilizadas 36.563 vagas com carteira assinada na construção e no Brasil, 329.195.

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Muitos desafios pela frente

Para José Francisco Couto de Araújo Cançado, vice-presidente da área imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), as perspectivas positivas para o dinamismo das atividades da construção passam pela continuidade do crescimento do crédito imobiliário. “Os juros do financiamento imobiliário são os mais baixos do mercado. E para aquisição de um bem de raiz”, defende. As taxas de desemprego em menores patamares e o crescimento da renda da população impulsionam a demanda por crédito imobiliário.

De acordo com os dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), em 2010, o financiamento imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) alcançou recorde, com 421.386 unidades financiadas, o que significou alta de 39,22% em relação ao ano anterior. Em valores, correspondeu a mais de R$ 56 bilhões. Em 2009, os financiamentos imobiliários com recursos do SBPE totalizaram cerca de R$ 34 bilhões, correspondentes a 3,92% do PIB, de acordo com informações divulgadas pelo Banco Central.

MELADO

Questionado sobre até que ponto esse aumento do crédito imobiliário atende o interesse do consumidor, já que essa abundância elevou a demanda pela casa própria e gerou valorização de até 150% nos imóveis em BH, entre 2004 e 2010, José Francisco faz algumas considerações. “Se você comparar o percentual do crédito imobiliário frente ao PIB verá que o Brasil ainda tem números inferiores. Canadá, Espanha e Alemanha lideram o ranking, com 63%, 62% e 40%, respectivamente. E temos um déficit habitacional de quase 6 milhões de moradias. O mercado precisava de um equilíbrio. Ficou parado muito tempo e só agora está realinhando seus valores. Mas, realmente, quando há um aumento na demanda, o preço reage. É como o ditado, quem nunca comeu melado, quando come se lambuza”, pondera. Fato é que, pela pesquisa Construção e comercialização, realizada mensalmente pelo Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis (Ipead/UFMG), não existem mais imóveis de até R$ 100 mil na capital.
Fonte: Humberto Siqueira – Estado de Minas

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