Canteiros cada vez mais limpos


Construção civil investe em tecnologias sustentáveis, buscando soluções para amenizar impactos à natureza.

Áreas verdes quebram rigidez do adensamento urbano nas grandes cidades
Áreas verdes quebram rigidez do adensamento urbano nas grandes cidades

Instituído em 1972, a partir de uma conferência realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Mundial do Meio Ambiente, que foi comemorado neste domingo, chama a atenção para a necessidade da preservação dos recursos naturais. O evento, que há 39 anos reuniu 113 países, teve como pauta principal a degradação causada ao meio ambiente pelo homem, pondo em risco sua própria sobrevivência.

Atualmente, entre todas as formas de poluição ambiental existentes, uma das mais preocupantes é a gerada pela construção civil. Principalmente com o aquecimento do setor, a montanha diária de resíduos formada por argamassa, areia, cerâmicas, concretos, madeira, metais, papéis, plásticos, pedras, tijolos, tintas, entre outros, tornou-se um sério problema nas grandes cidades brasileiras.

Em 2004, a publicação da Resolução 307, pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), sinalizou uma necessidade efetiva de mudança a fim de coibir os abusos. Com a legislação, as prefeituras ficaram proibidas de receber os resíduos de construção e demolição em aterros sanitários. A partir daí, intensificaram-se as buscas de alternativas para amenizar o problema.

As soluções envolvem desde a reciclagem do material de construção até campanhas que buscam o desenvolvimento da consciência ambiental nos funcionários das obras. Mas não param por aí. Para que o empreendimento continue sustentável depois de pronto, os empreendedores apostam no uso da energia solar, sistema de reaproveitamento das águas da chuva, uso de descarga econômica e até mesmo no aumento das dimensões das janelas para melhor aproveitamento da luz solar.

Uma das iniciativas que visam estabelecer procedimentos simples que possam contribuir para que as obras se tornem mais eficientes e sustentáveis é o Programa Desperdício Zero (PDZ), criado há um ano pela Epo Engenharia. Segundo a coordenadora do projeto, Nirliane Soares, o trabalho tem feito com que os funcionários contribuam para a redução do impacto causado pela construção civil no meio ambiente. “Nosso foco tem sido evitar a geração de resíduos sólidos e, consequentemente, seu desperdício, além de promover o reaproveitamento e a coleta seletiva”, informa.

Empresa com sede em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, a Construtora

Para Gilmar Dias, ações sustentáveis se transformam em ferramenta de vendas
Para Gilmar Dias, ações sustentáveis se transformam em ferramenta de vendas
Dominus, por sua vez, acaba de lançar a primeira obra com selo de sustentabilidade. O empreendimento da capital carioca é o primeiro projeto da empresa a conseguir o selo Leed, de certificação ambiental de empreendimentos, emitido pelos EUA. Para cumprir critérios que comprovassem o seu envolvimento com a causa, a Dominus contratou empresa especializada em gestão sustentável na construção civil. Várias tecnologias foram utilizadas para minimizar qualquer impacto ao meio ambiente, como o reaproveitamento da água da chuva, o uso de madeira certificada, a eficiência energética, a separação de resíduos de toda obra, entre outros. O próximo passo é começar as construções sustentáveis em Minas.

DESEMPENHO

O diretor-presidente da Epo, Gilmar Dias, conta que a ideia de desenvolver soluções sustentáveis surgiu a partir da constatação do quanto a construção civil causa impactos ao meio ambiente. “Além disso, a organização das obras, bem como o não desperdício, aumentam o desempenho econômico do negócio”, observa.

As ações implementadas em prol da sustentabilidade também têm como vantagem o fato de se transformarem em uma forte ferramenta de vendas, como avalia Gilmar. “Podendo, inclusive, ser motivo ou fator decisivo de compra. A adoção de ações sustentáveis retorna para a empresa na forma de velocidade de vendas e satisfação dos clientes, por terem um produto com maior longevidade e menores custos com energia e água”, diz, citando os sistemas construtivos que podem ser utilizados na obra.

Por:Júnia Leticia – Estado de Minas

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