Banco Central cria índice de preços de imóveis


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O Banco Central do Brasil (BC) criou o “Índice de Valores de Garantia de Imóveis Residenciais Financiados (IVG-R)” – indicador que registra o valor das garantias dos empréstimos nas concessões de imóveis, mostrando como evoluiu o preço dessas garantias.

O IVG-R é calculado com base nos dados de operações de empréstimos imobiliários para pessoas físicas que têm garantia em imóveis ou hipotecas. A base do índice é o preço de avaliação de cada imóvel calculado pelo banco na hora de conceder o crédito. O índice, calculado retroativamente a 2003, indica uma desaceleração nos aumentos de preços dos imóveis no país.

O cálculo do IVG-R considera apenas as avaliações de imóveis localizados nas 11 regiões metropolitanas que integram a mensuração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

De 20% de aumento ao ano entre 2009 e 2011, o ritmo caiu para 2% a 3% ao ano em janeiro de 2013. Segundo o BC, a taxa de crescimento dos preços bateu em 20% ao ano em 2010, mas agora desacelerou, o que mostra que não há uma bolha, não há um crescimento exponencial que represente risco para o sistema.

O aumento dos preços ocorreu por fatores como aumento da renda da população, a maior oferta de crédito imobiliário e o alongamento dos prazos – resultado da estabilidade econômica. Depois desse avanço, observa-se agora a demanda se ajustando à oferta, com os preços subindo em um ritmo menor.

FIPE-ZAP

O indicador do Banco Central traz dados convergentes com os observados no Índice FipeZap, calculado pela Fipe com base nos anúncios de imóveis via internet. O gráfico abaixo mostra o comportamento comparado dos dois índices (FIPE-ZAP e IVG-R) – ambos deflacionados pelo IPCA.

Crédito Imobiliário

O BC mostra que o saldo de crédito imobiliário no mercado cresceu expressivamente entre 20007 e 2011, passando de R$ 70 bilhões para R$ 280 bilhões, mantendo-se ao redor desse valor até este ano.

O volume de concessões continua subindo, de 70 mil em 2007 para 560 mil em janeiro deste ano. Mesmo assim, a parcela do financiamento imobiliário em relação ao PIB brasileiro é pequena, menos de 10%, para 80% nos Estados Unidos e Turquia e 20% do PIB no Canadá, Coreia do Sul e Reino Unido.

BC afasta risco de Bolha Imobiliária

O BC decidiu acompanhar o comportamento dos preços dos imóveis para monitorar a saúde do sistema financeiro, já que o crescimento do crédito imobiliário tem um impacto saudável no perfil da dívida dos brasileiros, uma vez que ele aumenta o endividamento das famílias, mas reduz o comprometimento de renda com os pagamentos, visto que os prazos e os juros pagos são menores que os das outras modalidades de crédito.

Segundo o diretor o diretor de Fiscalização do BC, Anthero Meirelles, “quando há uma bolha, o preço sobe e estoura, ou seja, aquilo que vinha crescendo de forma muito radical, de repente, perde valor. Isso não aconteceu. Não houve bolha. Houve reequilíbrio no padrão de oferta e demanda”, disse. Ele acrescentou que, atualmente, não há nenhuma pressão que possa sugerir risco para o sistema financeiro, e que os preços estão crescendo em patamar totalmente sustentável”

Fonte: Relatório de Estabilidade Financeira – BC

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