A torre de vidro da Liberdade


 

Projeto Pampulha prometia uma arena em um dos braços da lagoa
Projeto Pampulha prometia uma arena em um dos braços da lagoa

 

Alguns cartões-postais de Belo Horizonte estariam bem diferentes, outros nem sequer existiriam, caso projetos divulgados no passado tivessem vingado. A onda modernista dos anos 1960 quase tirou do mapa o Palácio da Liberdade. Datada de 1897, a imponente construção seria substituída por uma torre de vidro assinada por Oscar Niemeyer. A ameaça de construção da estrutura de 80 metros de altura e 75 metros de profundidade incentivou a criação do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG).

Num documento de 1966, Niemeyer, que no século seguinte idealizaria a Cidade Administrativa no Vetor Norte de BH, chegou a escrever que o palácio tinha problemas de toda ordem e era uma “casa sem maior importância”. A torre seria uma espécie de palácio monumento, com gabinetes, salão nobre, secretarias e heliponto.

Em 2002, no governo Itamar Franco, o complexo hoje transformado em circuito cultural voltou a ser alvo de um projeto ousado, o Centro de Interesse Vital para Tratamento da Praça da Liberdade (Civita/Liberdade). A proposta era unir a praça aos jardins do palácio, além de fechar as ruas laterais ao trânsito, criando um complexo de 36 mil metros quadrados.

Três túneis ligariam as avenidas Bias Fortes e Cristovão Colombo, Bias Fortes e Brasil e Cristóvão Colombo e João Pinheiro. O subsolo contaria com teatro, memorial, centro cívico, praça de alimentação, estacionamento com 350 vagas, estação de ônibus, entre outros. No valor de R$ 120 milhões, o complexo ficaria pronto em dois anos e quatro meses. “O Itamar tinha lá suas convicções. Essa proposta esbarrou na questão dos recursos e no patrimônio histórico, pois não se sabia o impacto para a praça”, afirma o professor da Escola de Arquitetura de Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Flávio Carsalade.

Antes mesmo de se cogitar a construção de túneis na Serra do Curral ligando a Avenida Agulhas Negras, no Bairro Mangabeiras, a Nova Lima, o símbolo de BH teve projeto para receber um teleférico. Com capacidade para 1 mil passageiros por hora, o sistema foi objeto de licitação em 1981, quando Maurício Campos era prefeito. O projeto integrava o complexo turístico Serra do Curral, considerado na época o mais arrojado do gênero no país. O assunto voltou à pauta em 2011 e, segundo a Belotur, uma análise da viabilidade financeira e ambiental está sendo feita para, então, ser iniciada a captação de financiamento.

Prometida para o ano que vem, a despoluição da Lagoa da Pampulha era uma das metas do Projeto de Recuperação e Desenvolvimento Sustetado da Lagoa da Pampulha, elaborado em 1998 e que propunha requalificação urbana completa do cartão-postal “A intenção era dotar a cidade de uma nova área de lazer com novos equipamentos, como arena de esportes e shows, restaurante e bar à beira da lagoa, hotel, centro de mídia, além de um Museu da Água, com projeto do escultor alemão Thomas Schonauer”, conta a arquiteta Jô Vasconcellos, uma das 62 participantes. Idealizado pela Gerar Projetos, a ideia era envolver a iniciativa privada na execução da proposta.

Fonte: E.M
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