A UM PASSO DO JARDIM


Eles poderiam simplesmente conduzir de um lado ao outro, mas assumem proporções e formas grandiosas nos projetos a seguir. Veja sugestões de caminhos que fogem do óbvio

Corredor | Lambaris, palmeiras, íris, moreias e filodendros correm, em maciços, rentes ao muro lateral. Do lado dir., helicônias. Cruzetas da Taúna Móveis. Luminárias, da ArtLumi Entrada | Ao cruzar o portão em direção à entrada social, o piso é de cacos  (Foto: Edu Castello/Casa e Jardim)

Corredor | Lambaris, palmeiras, íris, moreias e filodendros correm, em maciços, rentes ao muro lateral. Do lado dir., helicônias. Cruzetas da Taúna Móveis. Luminárias, da ArtLumi
Entrada | Ao cruzar o portão em direção à entrada social, o piso é de cacos de travertino. Do lado esq., alpínias com forração de barba-de-serpente
(Fotos: Edu Castello/Casa e Jardim) 

Alameda guiada 
A porta de entrada desta casa é acessada pelo corredor lateral cheio de espécies tropicais. A proposta da arquiteta paisagista Caterina Poli, da Catê Poli Paisagismo, e do engenheiro agrônomo Sérgio Menon, da Grama e Flor Paisagismo, foi dividir a passagem em duas partes: um mosaico feito de cacos de travertino nacional reveste o passeio do portão até a entrada social e, a partir deste ponto, o mármore dá lugar a conjuntos de cruzetas. Como a área é úmida e sombreada, elas foram instaladas sobre uma camada de contrapiso. “A questão da sombra também norteou a escolha de plantas adaptáveis a essa condição, como filodendros”, explica Sérgio.

Passeio | Entre o primeiro e o segundo patamar, o caminho com placas brutas de granito passa no meio de duas camélias. Próximo à casa, uma jabuticabeira (Foto: Edu Castello/Casa e Jardim)
Passeio | Entre o primeiro e o segundo patamar, o caminho
com placas brutas de granito passa no meio de duas
camélias. Próximo à casa, uma jabuticabeira
(Foto: Edu Castello/Casa e Jardim)

Desafio nas alturas
Os moradores desta casa queriam aproveitar a área generosa próxima ao muro para plantar espécies floridas e criar umminipomar, mas o declive de quase 4m de altura era um empecilho. Para vencer a topografia acentuada, o paisagista Marcelo Faisal dividiu o talude em três patamares de contemplação e desenhou entre eles um passeioem curva feito com placas brutas de granito. “Tentei criar um circuito o mais natural e suave possível, passando entre camélias e gardênias”, explica.

Espelho d’água | As placas de travertino levigado parecem flutuar sobre a água. No começo do caminho, elas são intercaladas com grama-preta. Em primeiro plano, lança-de-são-jorge. Na sequência, bromélias fireball e cerca viva de bambu-da-fortuna Corredor  (Foto: Edu Castello/Casa e Jardim)
Espelho d’água | As placas de travertino levigado parecem flutuar sobre a água. No começo do caminho, elas são intercaladas com grama-preta. Em primeiro plano, lança-de-são-jorge. Na sequência, bromélias fireball e cerca viva de bambu-da-fortuna
Corredor | Com formatos irregulares, as pisadas de concreto têm acabamento feito de seixos e pastilhas de vidro que lembram uma colagem. As pedras rentes ao muro são da Pedramista
(Fotos: Edu Castello/Casa e Jardim)

 

Quase como colagem
Construída em um terreno enxuto e geminada de um dos lados, esta casa tinha pouco espaço para o verde. A saída que a paisagista Susana Udler, da Paisart Arquitetura e Paisagismo, encontrou foi explorar o muro e transformar o corredor comprido e estreito em jardim. Para quebrar a monotonia do espaço, Susana criou uma canaleta de mosaico português solto rente à parede e um caminho com pisadas irregulares de concreto, pastilhas de vidro e seixos de rio, envoltas por dinheiro-em-penca. “A casa vizinha faz muita sombra e essa espécie é uma ótima forração para ambientes assim”, diz.

Caminho sobre a água 
O corredor lateral, com 1,80m de largura, não tinha tamanho suficiente para servir de passagem e ainda abrigar uma fonte, como queriam os moradores desta casa. A solução que o paisagista Alex Hanazaki encontrou foi manter o caminho com placas de mármore travertino levigado, de 70 x 50 cm, rebaixar o restante do piso e criar ali umespelho d’água com a largura total do corredor. “Dessa maneira, as pisadas parecem flutuar sobre a água”, explica. A parede do espaço, localizado em frente à janela da sala de estar, foi coberta por bromélias fireball.

Caminho | As pisadas esféricas foramcriadas com a pedra Hijau, da Palimanan. Spots da Luminare. No fundo, jabuticabeira com borda de clúsias e guaimbês (Foto: Edu Castello/Casa e Jardim)
Caminho | As pisadas esféricas foramcriadas com a
pedra Hijau, da Palimanan. Spots da Luminare.
No fundo, jabuticabeira com borda de clúsias e
guaimbês (Foto: Edu Castello/Casa e Jardim)

Grandes esferas
A viagem que os moradores desta casa fizeram para bali e para a Tailândia serviu de inspiração para a arquiteta paisagista Michelle Simoncello Boccalato, da officina di Casa Paisagismo, criar o caminho em formato de esferas que leva do portão de entrada ao jardim. “escolhi essa pedra natural, de origem vulcânica, por remeter ao oriente e por sua característica antiderrapante”, diz. A paginação foi executada do centro para fora, com pedras de 10 x 10 cm, até atingir os diâmetros 60 cm, 80 cm e 1 m. Para completar, cada esfera recebeu um par de minispots embutidos de led na cor âmbar.

Fonte: Revista CASA & JARDIM

TEXTO STÉPHANIE DURANTE | FOTOS EDU CASTELLO

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