Venda Nova cresce com expansão do Vetor Norte


Em três anos, preço do m² na região cresceu 114%, de R$ 1.436 para R$ 3.075

Nos anos 80, Francisco Filizzola comprou um imóvel por R$ 200 mil que hoje vale R$ 6 mi
Nos anos 80, Francisco Filizzola comprou um imóvel por R$ 200 mil que hoje vale R$ 6 mi

Ainda carente de investimentos públicos consistentes, a região de Venda Nova, que completou 300 anos e é mais antiga que a própria cidade de Belo Horizonte, se beneficia da onda de investimentos privados que seguem acontecendo no chamado vetor Norte – que começaram a ocorrer na capital após o anúncio das obras da Linha Verde e da Cidade Administrativa, no começo da década. Apenas nos últimos três anos, o preço do metro quadrado dos imóveis no bairro cresceu 114%, passando de R$ 1.436 em 2009 para R$ 3.075 neste ano, segundo índice FipeZap.

“É uma região muito grande, mas o desenvolvimento do bairro ainda é bastante desequilibrado”, diz o diretor para Minas da Lopes Imobiliária, Fernando Antunes, que explica: “A maior parte dos empreendimentos ainda é de imóveis do Minha Casa, Minha Vida e que custam até R$ 200 mil. Grandes intervenções são pontuais e acontecem no entorno do novo shopping (Estação, inaugurado em setembro) e da nova catedral da Igreja Católica, que está em obras”.

Embora o bairro esteja longe de ser a joia da coroa do vetor Norte, uma vez que os principais empreendimentos imobiliários acontecem na Pampulha, no Castelo, no Ouro Preto e em Lagoa Santa, na região metropolitana, Venda Nova também pega carona no desenvolvimento da região. Grandes redes varejistas, como Ponto Frio, Lojas Leader, Marisa e Pernambucanas, desembarcaram nos últimos dois anos na região de Venda Nova, que engloba mais de 70 bairros e reúne mais de 500 mil habitantes.

“Dá pra perceber mudança no comércio, nas pessoas e no trânsito, mas vejo poucas melhorias. Continua um lugar esquecido pelo poder público. Fizeram uma revitalização da avenida Vilarinho, que é uma das principais do bairro, mas não mexeram no problema de vazão de água, e o local continua tendo enchentes”, explica o empresário Francisco Filizzola, que é proprietário da Quadra do Vilarinho.

“Apesar desse esquecimento das autoridades, o bairro vem se desenvolvendo. Um imóvel que eu comprei na região, na década de 1980, pelo equivalente a R$ 200 mil, vale hoje R$ 6 milhões – uma valorização de 3.000% em 30 anos”.

Num estudo elaborado pela Lopes Imóveis e que buscou identificar as regiões com maior potencial de crescimento no país, a Pampulha, que engloba bairros que compõem a região de Venda Nova, foi identificada como a de maior potencial na capital. “Era uma área com estrutura, próxima do aeroporto e da universidade, mas carente de serviços de qualidade. Isso já mudou. Em três ou quatro anos, a região será muito mais integrada a Belo Horizonte e, por isso, tende a se valorizar”, diz Antunes.

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