Excesso de placas de divulgação pode dificultar venda


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Mercado Imobiliário
Quem acha que estampar as fachadas de prédios com dezenas de placas aumenta as chances de vender um imóvel está enganado.
Profissionais do mercado imobiliário afirmam que o acúmulo de anúncios de “Vende-se” e de “Aluga-se” na entrada de casas e de condomínios pode causar desvalorização – além de comprometer a estética dos empreendimentos e, pior, a segurança dos moradores.
Considerada por corretores uma das mais importantes ferramentas de divulgação, as placas, se reunidas em grande número, atrapalham as vendas, de acordo com o conselheiro da Rede Secovi de Imóveis, Luiz Fernando Gambi.
Para ele, há riscos, inclusive, de prejuízos para todo o prédio. Se um só apartamento, alega, fixar 20 placas diferentes no jardim frontal do edifício, pode ser criada a impressão de que há vários apartamentos à venda ou disponíveis para locação. “Quem passar na frente vai achar que o prédio está desabando; vai pensar que deve ser um desastre morar ali”, diz.
Administradoras de condomínios concordam. “Se existem várias plataformas para se colocar um imóvel à venda ou locação, certamente a placa é a pior”, afirma o diretor da administradora Manager, Marcelo Mathuk. Ele não se refere exatamente à atividade dos corretores, mas aos problemas que afetam a coletividade, como a poluição visual e a desqualificação do condomínio.
Na batalha entre prós e contras, as desvantagens venceram e até motivaram uma decisão ferrenha: nos edifícios gerenciados pela Manager, as placas ficam proibidas – pelo menos no que depender da orientação do administrador. “No meu entendimento, é uma ferramenta mais maléfica do que benéfica.”
A medida adotada pela Manager para resolver os problemas que surgem com o acúmulo de placas em frente aos condomínios não é a única. Outras opções menos extremas vêm sendo escolhidas pelas administradoras para, se não solucionar, pelo menos amenizar os riscos de desvalorização, insegurança e poluição visual.
Os anúncios de “Vende-se” e “Aluga-se” oferecidos pela administradora Auxiliadora Predial, por exemplo, são pequenos e respeitam o esquema de cor do condomínio. “Para não ficar destoante”, diz o gerente de condomínios da empresa, Julio Herold.
Funcionários dos prédios atendidos pela Auxiliadora têm instruções para prestar orientações se houver procura, principalmente sobre imóveis para alugar, mas apenas de maneira breve – tamanho do apartamento, descrição e valor da mensalidade. Só. Mais detalhes apenas podem ser obtidos com a administradora. A ideia é evitar não só que o porteiro se distraia como também que receba gratificações financeiras além do salário. “Impede desvios de conduta e mantém o prédio seguro”, afirma Herold.
Fichário. Em um condomínio na Bela Vista, na região central de São Paulo, apenas uma placa grande e com pequenos compartimentos no jardim é utilizada para a divulgação dos apartamentos. Nela, anúncios removíveis podem ser inseridos lado a lado, como se estivessem em um gigante fichário .
Trata-se de uma ideia boa, segundo a Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic). Diretor de condomínios da entidade, Omar Anauate afirma que é uma forma de manter o jardim organizado e limpo. “Ao contrário do ‘cemitério’ que fica quando há dezenas de placas diferentes, denotando que aquele imóvel não é desejado pelo público”.(Estadao)
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