Aerotrópole será uma revolução em BH


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Aerotrópole será uma revolução em BH, destaca especialista John Kasarda.

Consultor afirma, que Minas tem o projeto mais avançado no país. Revista Times elegeu o conceito como uma das 10 ideias que vão mudar o mundo.

Em entrevista publicada no Hoje Em Dia nesta segunda-feira (16/06), o responsável por difundir mundialmente o conceito de cidades-aeroportos – com mais de cem artigos e dez livros escritos sobre o tema–, o norte-americano John Kasarda, destaca que Belo Horizonte pode mudar de status no cenário econômico por meio do fortalecimento do modal aéreo. O especialista entende que o Aeroporto Internacional Tancredo Neves tem o projeto mais avançado para consolidação do chamado modelo de aerotrópole no país, dentro do plano de desenvolvimento integrado do Vetor Norte de BH, traçado pelo Governo de Minas.

John Kasarda explica que, nos últimos 20 anos, o aeroporto tornou-se uma peça importante na economia mundial e transformou-se em um “imã para as empresas”. Com isso, o conceito de aerotrópole ganhou força e evidência. “A definição mais simples e resumida é o de uma cidade que se desenvolve ao redor do aeroporto. O aeroporto é o centro da cidade. Uma região metropolitana urbana com infraestrutura e economia centralizada no aeroporto, com todos os tipos de serviços e de indústrias”, esclarece.

O especialista norte-americano ressalta que, atualmente, existem 80 aerotrópoles em desenvolvimento no mundo, incluindo a experiência mineira. Ao todo, cerca de dez estão em funcionamento, com destaque para o terminal de Schipol, em Amsterdã, na Holanda. “São mais de mil multinacionais na área próxima ao aeroporto. Os investimentos entraram e a cidade se tornou um dos principais centros de negócios da Europa, de bens e de serviços”, enfatiza.

Na visão de John Kasarda, o projeto mineiro teve um bom começo e também caminha para ser bem-sucedido. Ele cita a implantação da Cidade Administrativa de Minas Gerais, além da construção da Fashion City, do Aeroporto Indústria e do Rodoanel Norte, como intervenções que tornam o Vetor Norte de BH mais atrativo. Agora, é preciso que o aeroporto receba mais voos internacionais. “Isso é o motor da aerotrópole. Quanto mais rápido se conseguir novos voos, mas rápido se atrairá novos empreendimentos para seu redor”, ressalta.

“Há dez anos trabalho com o Governo de Minas. Já vi um desenvolvimento memorável. Quando comecei, em 2004, o Aeroporto de Confins tinha 300 mil passageiros ao ano. Hoje tem 10 milhões. A conectividade era pobre, demorava-se entre uma hora e uma hora e meia para se chegar ao terminal, não existia nada ao redor do aeroporto, o transporte local era pobre”, compara.

Com a implantação da aerotrópole, Minas Gerais terá mais condições de atrair indústrias com maior nível de dependência do transporte aéreo, como microeletrônica, farmacêutica, equipamentos médicos, vestuário, perecíveis em geral, pedras preciosas, diz Kasarda. “É a quinta onda de desenvolvimento, que embora tenha muita similaridade com as outras, tem uma importância e impacto muito maior, por ser uma onda global”, completa.

Veja o vídeo:

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