Saiba qual decoração é mais eficiente para quem tem animais em casa


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Saiba qual decoração é mais eficiente para quem tem animais em casa. Profissionais dão dicas valiosas de como ter um ambiente bonito e bem organizado, e que seja adequado para o bichos de estimação.

Publicação: 08/09/2014 11:28 Atualização: 08/09/2014 11:38

Projeto das arquitetas Nathália Otoni e Luciana Araújo privilegia piso em pedra e claro, por ser mais fácil de limpar e visualizar a sujeira dos bichinhos (Rodrigo Marcandier/Divulgação)
Projeto das arquitetas Nathália Otoni e Luciana Araújo privilegia piso em pedra e claro, por ser mais fácil de limpar e visualizar a sujeira dos bichinhos

Para quem gosta de animais, é quase impossível não se derreter por um bichinho de estimação. É uma alegria ter um em casa cachorro, gato, hamster, tartaruga… O problema é que nem sempre essa relação é tão tranquila. Pequenos, os cachorros adoram roer tudo que veem pela frente. Os gatinhos ficam felizes em exibir as garras afiadas arranhando sofás, almofadas, colchas, cadeiras… Adultos, cães e gatos, principalmente os machos, demarcam território fazendo xixi por todos os cantos da sala. O que fazer para ter uma decoração bonita, casa limpa e organizada sem abrir mão dos inseparáveis bichanos?

Profissionais asseguram que é possível encontrar essa harmonia. No entanto, avisam que não existe decoração à prova de animais. Mas não desanime. Antes de mais nada, é preciso saber dois pontos fundamentais: primeiro, o cheiro da sua casa vai mudar, não tem jeito, por mais limpa que esteja. E, segundo, é o bicho que vai determinar a decoração do seu lar, ele ‘manda’.

Luciana Araújo e Nathália Otoni, do escritório Óbvio Arquitetura, são craques em projetos que o cliente não vive sem seu melhor amigo. Luciana enfatiza que, em casa ou apartamentos com animais, “o primeiro cuidado é com a limpeza”. Em segundo lugar, ela destaca “que o material de acabamento e mobiliário precisam ser fáceis de limpar”.

Arquiteta, Luciana conta que há todo tipo de projeto. Em um deles, ela revela que o cachorro de estimação era parte da família, não estava em segundo plano. Nesse caso, por conviver em todos os ambientes da casa, “a recomendação foi piso de pedra, prático para limpar, e bem claro”. Aliás, ela explica que a cor clara é a melhor escolha porque “no claro a sujeira e os pêlos aparecem e, apesar de dar mais trabalho, a ideia é estar à mostra para estar sempre limpo”. A outra orientação é que “o mobiliário seja de couro. Usamos no sofá e na cadeira da mesa de jantar.

Há quem não retire do projeto os tapetes: um dos tecidos mais indicados para o piso é o poliéster, que não marca caso o animal deite sobre ele (Henrique Queiroga/Divulgação)
Há quem não retire do projeto os tapetes: um dos tecidos mais indicados para o piso é o poliéster, que não marca caso o animal deite sobre ele

A profissional explica que, além do couro, há tecidos sintéticos que até aguentam as estripulias de cães e gatos, mas é um risco. “Acho importante evitar o tapete porque o trabalho será em dobro.” Se o bichinho passar pelos quartos, é interessante se livrar dos tapetes e escolher roupas de cama de tecidos mais fortes, como os de poliéster. “É preciso cuidado com a cabeceira estofada também pois, dependendo do material, não vai resistir.” Às vezes, é difícil. No entanto, é o ideal por ser o mais resistente”. Lições que servem para todos. Luciana destaca ainda que os moradores devem ter atenção com os fios dos equipamentos eletrônicos. “Os fios podem colocar a vida do animal em risco e causar curto-circuito, resultando na queima do aparelho. Por isso, tudo deve ser pensado de forma a não deixá-los à mostra”.

A designer de interiores Iara Santos lembra que há duas situações para lidar com o animal de estimação na hora de montar a decoração. A primeira é quando ele tem passe livre e, a segunda, quando não está no comando, “é educado e sabe até onde pode ir”. Mas ela lembra que o comportamento de cada bicho depende da raça. Para ela, “os revestimentos e os adornos devem ser usados em doses menores. Eles passam a ter a função de facilitar a manutenção diária e não apenas embelezar o espaço”.

Para quem vive em apartamento, Iara diz que os cuidados são redobrados. “O profissional deve ter muita cautela ao elaborar esse tipo de projeto. Mesmo que o cão seja pequeno, ele precisa de espaço. Dessa forma, é preciso especificar móveis e materiais que não ocupem muito os lugares, assim o animal pode circular sem problema.”

XIXI

É bom lembrar que o animal determina mesmo o décor. “Para gatos com garras afiadas, o indicado é usar tecidos com tramas fechadas, como camurças, e não deixar de impermeabilizá-los. No caso dos cães, o uso do couro ou couríssimo é o mais indicado”, explica a designer de interiores Analu Guimarães, do escritório NaLupa Design. Para ela, o tapete pode até permanecer desde que “seu gato ou cachorro seja adestrado e não vá fazer xixi no tapete. Aí, o tapete pode até ser um aliado. Isso porque os pêlos desses animais, não vão ficar dispersos no ar, mas provavelmente serão absorvidos pelo tapete e, assim, eliminados com facilidade pelo aspirador de pó”. Ela indica tapetes de 100% poliéster. Com alta resiliência, esse tipo de tapete não fica marcado caso o animal queira descansar sobre ele.

Ambiente infantil

 (Grão de Gente/Divulgação)

Almofadas, esculturas, bibelôs, colchas, porta-retratos, quadros, fotos ou mantas de bichos conquistam pequenos e adultos. Um adorno temático no ambiente deixa qualquer projeto mais divertido. Nos quartos dos bebês, então, não tem erro. A Grão de Gente, de São Paulo, tem peças lindas. Para o quarto dos meninos, há peças com animais selvagens e natureza, uma combinação alegre e ativa, já que os bichinhos da floresta podem ajudar no desenvolvimento e animar os pequenos quando estiverem acordados. Os animais são desenhados de forma lúdica e coloridos em jardins com árvores e plantas. Os desenhos são em aplicação de feltro bordado ou patchwork.

Em segundo no ranking

Segundo pesquisa divulgada no ano passado pela Associação Brasileira das Indústrias Pet, o Brasil tem o segundo maior mercado de animais de estimação do mundo, estando atrás apenas dos Estados Unidos. E não é para menos: 60 milhões de brasileiros têm pelo menos um bichinho em casa.

 

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