Circuito DMAIS tem exposição de vasos raros


Circuito DMAIS

Circuito DMAIS tem exposição de vasos raros, cachepôs e floreiras de puro requinte

Levando um ar de sofisticação aos ambientes, peças do século 19 da Europa e da Ásia integram a mostra ‘Primavera na Sandra & Márcio’

As flores por si só enfeitam qualquer ambiente, mas se elas são colocadas em vasos e floreiras igualmente belos, certamente a decoração fica ainda mais agradável. Pensando nisso, Marcinho Ferreira selecionou cada uma das 200 peças que integram a mostra Primavera na Sandra & Márcio. “Escolhi o que há de mais chique. As casas precisam de um pouco de luxo”, afirma. São vasos raros, cachepôs, floreiras da Índia, Itália, Tibet, Inglaterra e França. Também integra a mostra a coleção de tecidos e tapetes contemporâneos de alto luxo.

Localizada no Sion, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, a galeria está há 43 anos no mercado como referência para arquitetos, designers e decoradores. “Buscamos peças que fazem diferença na decoração. É uma tradição da loja. Sempre procuramos objetos, mobiliários, tapetes originais”, afirma Márcio, que trabalha com a mãe Sandra Penna e a irmã Juliana Penna.

A mostra faz parte do DMAIS – Circuito de Decoração e Design. Idealizado pelo empresário Renato Tomasi, o evento tem o objetivo de democratizar a arte do design. As exposições, mostras e palestras podem ser vistas em diferentes espaços da cidade até o dia 27.

Vasos Cloisonne, da China, século 19 (esq.), e vasos de mármore Carrara Italiano, também do século 19 (dir.) (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Vasos Cloisonne, da China, século 19 (esq.), e vasos de mármore Carrara Italiano, também do século 19 (dir.)
A curadoria da mostra levou em conta um design arrojado e sofisticado. Marcinho vai no sentido oposto ao minimalismo em termos de decoração. Para ele, como as peças personalizam e deixam os ambientes mais sofisticados, precisam ser marcantes. Entre o acervo, coleção de porcelana azul da China do século 19, vasos indianos de mármore, baldes e tinas de madeira ingleses do século 19. “São tão bonitos que basta colocar as flores”, diz. Marcinho lembra que embora sejam peças que dão sofisticação ao ambiente, são muito práticas. “São peças luxuosas, mas absolutamente práticas.”A coleção de tapetes em lã, e seda e cânhamo faz referência à estação das flores. “Os motivos são de insetos, como borboletas, besouros e formigas, e também florais.” Para montar a mostra Sandra e Marcinho levaram oito meses, entre a identificação da peça e negociação com os colecionadores. “Até então, nenhum antiquário trouxe um conjunto de peças tão fantásticas para Belo Horizonte. A mostra é única em termos de qualidade, quantidade e importância”, diz Marcinho. As peças podem ser adquiridas por preços a partir de R$ 2 mil. Os tecidos são das marcas Rubelli, Gaston y Danielle. “Temos uma variedade bem grande.”

Jardineira sextavada, inglesa, século 19 (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Jardineira sextavada, inglesa, século 19

Apoio à iniciativa
Estudantes, designers, empresários e pessoas ligadas ao setor aprovam a primeira edição do Circuito DMAIS em Belo Horizonte e acreditam que a capital mineira será a grande beneficiada do evento

 (Divulgação)

“Como é a primeira edição da feira, preparamos para a Bel Lar uma exposição com seis cubas personalizadas e assinadas. Decidimos participar do circuito DMAIS por ser justamente a mensagem que a loja quer transmitir. É um momento em que aproveitamos não só para impulsionar o nosso mercado, mas para simpatizar com os jovens da região com essa pegada cultural. O que é um destaque para a população de Belo Horizonte, já que a feira quebra esse paradigma de cidade tradicional, envolvendo a cultura e dando maior visibilidade para grandes nomes do setor.”

Daniel Miranda, diretor da BelLar Acabamentos
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 (Divulgação)

“Depois da Copa do Mundo da Fifa, Belo Horizonte prova, mais uma vez, sua competência para sediar um evento importante. Com o DMAIS, a capital e todo o estado de Minas Gerais mostram pioneirismo na promoção de um festival urbano e, com o tema apresentado, a capacidade de inovação no espaço da economia criativa. O circuito é uma grande oportunidade de novos negócios para seus participantes e uma demonstração da vocação de turismo de negócios de nossa cidade.”

Tiago Lacerda, secretário de Turismo e Esportes de Minas Gerais
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 (Marcos Vieira/EM/D.A Press)

“Achei uma iniciativa muito importante para Minas Gerais, porque o mineiro é acanhado e essa é uma forma de mostrar que a gente está muito bem no mercado, que temos excelentes profissionais da área. Além de ser um evento com um toque cultural e alegre, temos a chance de unir os designers e arquitetos às lojas que comercializam esse tipo de trabalho. Então, é algo muito grande que pode até mudar a cara de Minas para o mundo, porque nosso trabalho vai ‘sair das montanhas’. A Casa Cor pretende fazer algo que possa ajudar, mesmo que seja apenas no apoio. Mas não deve ser algo concreto devido à data do nosso evento, que não vai bater.”

Júnia Nocchi, RP do segmento de decoração do evento Casa Cor
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 (Arquivo Pessoal)

“As feiras são importantes para divulgar o design para o público em geral. Seja com palestras sobre o que o designer faz ou com exposições mostrando os trabalhos de profissionais mineiros. E para os designers tem uma importância, pois é uma oportunidade de divulgar trabalhos já realizados e também captar clientes em potencial. Mas as feiras têm que ser divulgadas de uma forma mais efetiva. Deviam fazer a divulgação em universidades, mídia convencional etc.”

Caroline Nobre, estudante de design gráfico da UEMG
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 (Leo Lara/Árvore de Comunicação/Divulgação)

“O Circuito Cultural Praça da Liberdade é um dos principais pontos turísticos de Minas Gerais e faz questão de acompanhar de perto os eventos que beneficiam diretamente nosso estado e nossa capital. Mais que isso, o Circuito é um ponto de referência quando o assunto é decoração, design, arte e arquitetura, como se propõe o DMAIS. Não poderíamos ficar de fora. Outro fator importante é que vamos sediar em breve a Escola de Design da UEMG e, portanto, é um tema que nos diz respeito diretamente. Esta será, sem dúvida, uma grande oportunidade para atrair novo público e dar mais visibilidade ao Circuito Cultural Praça da Liberdade para além das montanhas de Minas.”

Cristiana Kumaira, gerente-executiva do Circuito Cultural Praça da Liberdade
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 (Jomar Bragança/Divulgação)

“É a primeira vez que ocorre em Belo Horizonte algo dessa proporção voltado para o profissional de design de interiores e arquitetura. Minas Gerais é riquíssima em designers, mas é necessário impulsionar a produção. Como a fabricação no estado é carente, o DMAIS vai ajudar a aumentar e valorizar esse processo de produção interna, já que os profissionais procuram a finalização em outras regiões, como o Rio Grande do Sul, por exemplo.”

Lena Pinheiro, designer de interiores

Por: Márcia Maria Cruz – Estado de Minas
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