Maquete pode valer tanto quanto um apartamento


Maquete

Maquete pode valer tanto quanto um apartamento

Essa é uma importante estratégia de marketing e vendas permitem aos clientes visualizar de forma clara como será o seu futuro lar. Ferramentas em 3D convidam a fazer um passeio virtual pelo empreendimento

Para garantir o sucesso de vendas de um empreendimento, o mercado imobiliário utiliza diversas estratégias na hora de “apresentar” um produto ao consumidor. Exigentes, os clientes procuram saber todos os detalhes do imóvel que vão comprar, e, para aproximá-los da realidade, um dos recursos utilizados pelas empresas é a maquete. Para se ter ideia do tamanho do investimento, pelas réplicas maiores as construtoras chegam a pagar R$ 200 mil, em São Paulo. Em Maringá, uma maquete pode custar cerca de R$ 50 mil.

Proprietário da um maquetaria de Maringá, Renan Delmasso conta que a construção de uma maquete é um trabalho minucioso. O primeiro passo para a construção da réplica de um empreendimento começa com o redimensionamento das medidas do projeto arquitetônico em um programa de computador, para que a reprodução dê as proporções reais do empreendimento – o tamanho varia conforme o desejo ou a necessidade do cliente.

Na próxima etapa, “as peças para a maquete são cortadas em máquinas e a montagem é feita manualmente. Antigamente o processo era rudimentar e exigia trabalho manual em todas as etapas”. No entanto, hoje há máquinas, como as de laser, que permitem recortes precisos. Delmasso conta que os principais materiais para a construção de uma maquete são acrílico, MDF e PVC expandido.

Ele explica que maquetes de projetos simples, pequenos e de qualidade intermediária demoram cerca de 30 dias para ficarem prontas. E o custo, nestes casos, fica em torno de R$ 10 mil. O preço e o prazo para a entrega do produto aumentam, se a qualidade requerida for superior e a quantidade de detalhes for maior. Dependendo do tamanho da maquete e nível de fidelidade ao produto, o trabalho pode demorar seis meses.

A empresa de Delmasso entrega, em média, três maquetes a cada mês e atende demanda de Maringá e cidades de outros Estados. “De uns cinco anos para cá a demanda por maquetes cresceu bastante, mas é complicado encontrar profissional com experiência”, diz Delmasso, que emprega sete funcionários. Apesar de haver cursos de maquetaria, ele explica que não é necessário ter formação para trabalhar na área e que por essa razão é difícil encontrar profissional capacitado. “Acabamos treinando os funcionários que vêm atuar conosco”.

Entre estiletes, trilhos e travas, lâminas, tesouras, fitas adesivas, lápis e réguas, para trabalhar na construção de maquetes arquitetônicas o maquetista precisa ter boa visão, reconhecer e fazer leituras de plantas, cortes e elevações, boa coordenação motora, entre outras habilidades. O salário é em torno de R$ 1,2 mil, mas uma opção do maquetista é realizar trabalhos autônomos.

Segundo a arquiteta da construtora A. Yoshii, Mariana Coelho, “para não profissionais pode existir dificuldade em imaginar como um projeto ficará ao ser entregue”. Por esta razão, as maquetes são importantes, pois permitem compreender dimensões, formatos, acabamentos e cores, independentemente do padrão do imóvel e da existência de apartamento decorado. Ela explica que é possível mostrar orientação solar, ocupação e outros detalhes. Além disso, as maquetes auxiliam até mesmo os profissionais de arquitetura, como por exemplo na indicação dos fluxos de pedestres e veículos, na disposição da área de lazer, que é setorizada para atender a necessidade de casa usuário.

Outro recurso utilizado pelas empresas é a representação em 3D, inclusive com decoração ilustrativa, disponibilizadas em catálogos ou no site das construtoras. Para a arquiteta, quando não existe showroom do imóvel, as imagens em 3D são indispensáveis. “Há clientes que moram fora da cidade e não têm acesso fácil aos apartamentos decorados. Assim, eles podem conferir todos os detalhes das imagens em 360°”.

IMPORTÂNCIA
“(…) para não profissionais pode existir dificuldade em imaginar como um projeto ficará ao ser entregue”
MARIANA COELHO
Arquiteta da A. Yoshii

Fonte: DIÁRIO DE MARINGA

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