Linha férrea da extinta Rede está sendo invadida no bairro Pilar


Linha férrea

Linha férrea da extinta Rede está sendo invadida no bairro Pilar

Moradores e associação estão preocupados com a quantidade barracos que está sendo instalada em terreno da extinta linha férrea da Rede Ferroviária, na divisa do Belvedere com o bairro Pilar.

Depois da tentativa de invasão em um trecho da extinta linha férrea da Rede Ferroviária, na divisa do Vila da Serra, em Nova Lima, e Belvedere, agora o alvo é o bairro Pilar, porém no mesmo ramal. A cada dia novas instalações vão se erguendo e uma extensa área vai dando lugar a barracos e outras construções simples e sem segurança. A situação está tomando uma proporção tão grande que moradores do bairro estão preocupados com a grande quantidade de moradias clandestinas que a cada momento se instala no espaço junto à antiga linha férrea que atravessa o bairro.

Incomodada com este cenário que vem tomando força dentro do bairro, a Associação Pro-Melhoramento do Bairro Pilar, que fica localizada ao lado do bairro Olhos D’Água, quer chamar a atenção das autoridades para uma tomada de decisão em relação a estas invasões. Quem vive e trabalha na região do Pilar sente uma certa preocupação com as ocupações desordenadas, teme pela segurança e pede por providências urgentes por parte do poder público. Alguns moradores denunciam que a incursão está tomando uma grande parte da via férrea e já chega à altura dos motéis, na BR-356. “Já são mais de 30 barracos e cada dia percebemos que novos vão se instalado neste local, sem nem uma atitude por parte da prefeitura” comenta uma antiga moradora do bairro, que pediu para não ser identificada, pois teme represálias.

Na época da invasão no Vila da Serra, lideranças dos bairros Belvedere e Vila da Serra se reuniram com técnicos da Prefeitura de Belo Horizonte na tentativa de encontrar uma solução para o problema e conter tais ocupações. O receio era que o movimento tomasse outras proporções, sem o conhecimento das autoridades. Agora, são os próprios moradores do Pilar que alertam sobre a situação, que segundo eles, pode gerar problemas no futuro para o próprio Belvedere, devido à proximidade entre os dois bairros. Os moradores temem pela rapidez das ocupações e pela própria segurança na região.

Esquecidos

Depois de receber denúncias de vários moradores, o JORNAL BELVEDERE procurou a Associação Pro-Melhoramento do Bairro Pilar e conseguiu contato com o conselheiro José Amaro dos Santos, que já foi presidente da entidade por vários anos. Segundo ele, o bairro Pilar está inserido na Regional do Barreiro, mas ao contrário de pertencer e formar uma unidade distinta em virtude da sua classificação regional, está completamente esquecido pela Prefeitura de Belo Horizonte. “O bairro do Pilar, juntamente com o Barreiro, deveria ser uma unidade de política de investimentos visando o crescimento local e a qualidade de vida. O que vemos hoje é que a atenção está voltada para o outro lado e o Pilar está realmente esquecido. Por isso, precisamos da ajuda do Belvedere para conter estas invasões. Somos um bairro de mais de 30 anos, com casas humildes, mas bem delimitadas dentro do loteamento aprovado com ruas projetadas. Se continuarmos neste caminho de invasões da linha férrea, em breve teremos um aglomerado dentro do bairro. Aí a situação ficará mais complicada na região”, adverte José Amaro dos Santos.

Ele desabafou que a comunidade não tem meios para impedir estas ocupações sozinha.  “Quando começaram estas invasões os dirigentes da Associação avisaram as autoridades e poucos dias depois alguns representantes da Caixa Econômica Federal estiveram no local e até chegaram a falar com os ocupantes, informando que estes precisavam sair porque aquela  área era uma área administrada pela CEF e que no futuro daria lugar a um projeto a ser desenvolvido ali. Mas, esta atenção ficou só nisso. Hoje, a situação está ficando sem controle”, alertou.

O conselheiro da Associação de Moradores relata que a sensação dos moradores do Pilar é de que foram esquecidos pela PBH. Ele conta também que as últimas obras realizadas pela Prefeitura de Belo Horizonte no bairro devem ter mais de 14 anos: “Foi através do Orçamento Participativo, que hoje não tem nenhuma obra para o bairro. Quando conseguimos as obras tivemos que nos mobilizar e lutar muito. Hoje, não se consegue nada. O asfalto é do tempo da criação do bairro e quando é feita a operação tapa buraco é para atender uma demanda das empresas que lá estão. E são empresas que geram uma arrecadação muito significativa para o município”, conta José Amaro dos Santos.

Ele comentou que a questão da segurança do bairro está mexendo com a vida de muitos moradores. “Há famílias também morando em construções abandonadas. Na altura do anel, as construções vão se multiplicando a cada dia. Por isso, está ficando cada dia mais difícil morar aqui, pois não estamos conseguindo manter o que já temos. E tudo que precisamos realizar, temos que recorrer ao Belvedere e no Centro de BH”, disse.

O conselheiro da Associação de Pilar entende que o antigo ramal da rede precisa ser retomada com a criação de uma avenida de acesso entre Nova Lima, o Belvedere e a BR-040, passando no bairro Pilar, bem como a criação de áreas de lazer, como parque com áreas para práticas esportivas, já que o espaço da via férrea é muito largo e comportaria outras investidas. “Estou acompanhando pelo JORNAL BELVEDERE que pretendem construir uma Via Estruturante, ligando Nova Lima à BR-040. Esta via pode passar pelo bairro Pilar e sair direto no Anel. Isto desafogaria o trânsito na região, traria nova utilidade para o lugar dos trilhos e nos possibilitaria mais valorização nosso bairro”, sugere José Amaro dos Santos.

Escola profissionalizante

José Amaro dos Santos comentou também que o Pilar possui uma grande área que pode ser aproveitada para levar benefícios para os moradores. “A Codemig, uma empresa do governo estadual, possui uma área enorme no bairro. Eles foram lá cercaram a área e não fizerem nada com o terreno. Próximo a este local, há uma escola municipal e posto de saúde. Poderiam ceder um pequeno espaço para a construção de uma escola profissionalizante para os nossos jovens. Quem sabe instalar uma escola do Senai para que os jovens tivessem uma profissão, um emprego”, reivindica o representante do bairro Pilar.

Fonte: Jornal Belvedere

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Posted on 17/11/2014, in Artigos. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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