Simples para o Corretor de Imóveis, entenda o que é


Simples para o Corretor de Imóveis, entenda o que é

SimplesNo início de agosto desse ano foi sancionada uma lei que pode definitivamente mudar um grande paradigma que existia na profissão do corretor de imóveis e o seu amadurecimento profissional. Durante muito tempo a relação entre o corretor e a imobiliária, e mesmo com o seu cliente, possuía um ponto extremamente delicado, a formalização dos ganhos do corretor e a incidência de impostos. Imobiliárias muitas vezes descontavam valores altos de impostos sobre a comissão repassada para poder “formalizar” o ganho do corretor, e muitas vezes o pior acontecia, o ganho do corretor era informal, mesmo quando esse corretor estava legalizado em relação ao CRECI.

Muitos corretores faziam uso dos famosos “RPAs”, onde o percentual de incidência de imposto de renda era predatório na comissão que o corretor recebia.  Para o setor como um todo a publicação da Lei Complementar 147/2014 é motivo de comemoração. Antes, impedidos de utilizar o Simples Nacional, restavam como alternativas ser tributados pelo lucro presumido, lucro real e no caso do corretor pela tabela progressiva do imposto de renda pessoa física. Agora ficou mais fácil, ficou mais SIMPLES.

O Simples para o corretor de imóveis unifica o pagamento de oito impostos que são cobrados pela União, estados e municípios das micro e pequenas empresas prestadoras de serviço. Para se ter uma ideia do que isso significa em termos percentuais, o corretor autônomo paga hoje cerca de 30% em impostos sobre o seu faturamento, pelo novo Simples Nacional, vai pagar apenas 6%, isso quando faturar até R$ 180mil em um ano (R$ 15 mil mensais), com certeza a maioria dos corretores no Brasil se encaixam nessa modalidade. No caso de corretores que faturam até R$ 60 mil por ano a situação é ainda melhor, os tributos estão fixados em uma taxa mensal de $ 42,20 onde estão inclusos todos os imposto federais, estaduais e municipais, incluindo também o INSS.

O mais interessante nesse novo contexto é que o corretor agora passa contar com uma vida financeira aberta, transparente e que vai ajudar em outros processos, como a comprovação de renda em financiamentos e em outros casos onde provar o real valor de seus rendimentos era muito complicado. Além disso, a relação com a imobiliária passa a ser mais clara, um corretor abrindo uma empresa  com CNPJ no simples, não vai mais se submeter aos descontos de impostos das imobiliárias, ficando ele responsável pelo pagamento dos tributos incidentes em sua comissão. Uma notícia melhor ainda, no caso do MEI (Micro Empreendedor Individual) não existem custos para abrir a empresa e mesmo para a manutenção mensal, mas vale lembrar que isso apenas nos casos de faturamento anual até R$ 60 mil reais, ou seja, R$ 5mil reais mensais.

Fonte: Guilherme online

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Posted on 24/11/2014, in Artigos, Papo para corretor. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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