Construção civil e o mercado imobiliário em 2015


 Construção civil

Construção civil e o mercado imobiliário em 2015

Quando se fala em construção civil e mercado imobiliário, muitas são as dúvidas que surgem, afinal o setor foi um dos que mais cresceu nos últimos anos, antes da recessão econômica que atingiu o Brasil em 2014. Em 20 anos, a indústria cresceu 74,25%, apontam dados da pesquisa realizada pelo Sinduscon-MG (Sindicato da Indústria da Construção de Minas Gerais). O constante lançamento de novos empreendimentos e a facilidade do crédito, que estimulou as classes D e E a buscarem a casa própria, são dois dos fatores que levaram grande parte da população a acreditar no conto da bolha imobiliária nos últimos dois anos.
Construção civil e o mercado imobiliário em 2015
Ainda assombrada pelo fantasma do colapso imobiliário norte-americano, a população brasileira pisou no freio ante o murmurinho que começou a surgir em todos os cantos da nação. E no centro do Brasil, muitos goianos também deixaram o sonho da moradia esperando pela queda nos preços que ocorreria caso a tal bolha estourasse.

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Nada disso aconteceu e, ao que tudo indica, os brasileiros estão longe de passar por isso. Contudo, não é mais segredo que até mesmo um dos maiores geradores de empregos em Goiás – foram mais de 100 mil postos de janeiro a novembro, está sobrevivendo à crise brasileira como os demais setores produtivos. Diferentemente da maioria dos estados, todavia, Goiás está acima da média nacional.
De acordo com Carlos Alberto Moura, presidente do Sinduscon-GO (Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás), essa diferenciação se dá por motivos particulares do mercado goiano. “Este foi um ano um pouco atípico devido a dois grandes eventos, que foram a Copa do Mundo e as Eleições.

Construção civil e o mercado imobiliário em 2015

Por isso, assistimos a um decréscimo na produção com relação a 2013 em todo o território. Mas, Goiânia é um caso um pouco diferente do resto do país. Aqui vimos uma redução residual no volume de vendas e empreendimentos que não gerou um grande impacto ao mercado. Isso se deve muito à atuação do Governo do Estado, que realizou muitas obras que ajudaram a manter o crescimento da indústria de construção”, comenta Moura.

Construção civil e o mercado imobiliário em 2015

Não que isso represente um ano espetacular para o setor. Já que, de acordo com Murilo Andrade, superintendente da Adão Imóveis, o que houve foi uma leve aquecida nas vendas no terceiro trimestre, em virtude da continuidade da lógica de mercado que é típica ao estado. “Em 2014, o número de lançamentos de novos empreendimentos foi bem menor em relação aos dois últimos anos. Mas, como havia muitas unidades em oferta nas cidades de Goiânia e Aparecida, o que chamamos de estoque, o mercado foi atendido. Hoje, o estoque do setor diminuiu. É uma notícia boa, pois significa que se vendeu bem”, explica.

Construção civil e o mercado imobiliário em 2015

De acordo com Murilo, as bases, a lógica do mercado imobiliário goiano é a mesma há dez anos. Não é como nas grandes capitais, como Rio e São Paulo em que o crescimento imobiliário teve um “boom” de novos empreendimentos, ele explica. Além disso, que em Goiânia o que se tem é um crescimento desacelerado acompanhado de uma valorização contínua. “O que se pode interpretar como benéfico para o setor, sem dúvidas, destaca Andrade.

Imunidade à crise na Construção civil ?
A recessão econômica que atingiu em cheio o setor da construção civil em todo o território nacional, pode ter chegado com menos força no coração do país. Goiás tinha algumas barreiras que impediram o avanço da crise rumo ao mercado imobiliário, permitindo ao estado um crescimento ligeiro e sutil, mas considerável. De acordo com o relatório PIB Trimestral elaborado pela Segplan (Secretaria de Estado de Gestão e Pla­nejamento), somente no terceiro trimestre de 2014, Goiás apresentou um crescimento geral de 1,3%. Ao passo que o PIB do Brasil caiu, chegando a casa de -0,2%. Além disso, enquanto a construção civil nacional teve queda de -5,3%, Goiás permaneceu em ritmo de crescimento, com índice positivo de 2,9%.

Para Murilo Andrade, superintendente da Adão Imóveis, essa diferenciação deve-se a três fatores. “O primeiro ponto que favoreceu essa situação foi o crescimento do PIB de Goiás, que ficou bem acima do brasileiro, o que já justifica um resultado melhor. Outro fator é que Goiânia não passou por grandes eventos da Copa do Mundo FIFA 2014, então não houve especulação imobiliária, como ocorreu nas cidades-sede do campeonato. O terceiro aspecto é que Goiânia sempre teve o metro quadrado mais barato entre todas as capitais brasileiras, o que favorece muito o mercado na região. É em razão disso que podemos justificar esse cenário de oposição ao país”, argumenta Andrade.

Bolha imobiliária não ocorreu

Com o boom do mercado imobiliário e o crescimento expressivo da construção civil de todo o país até 2013, muitos começaram a cogitar para o Brasil a possibilidade de um cenário semelhante ao do colapso vivido pelos Estados Unidos, em meados de 2008. Para vários especialistas, no entanto, a situação brasileira está longe de chegar no patamar norte-americano. O aumento dos valores dos imóveis presenciado por todos nos últimos 12 anos, no entanto, pode ser explicado por outro fator: o acesso ao crédito, como explica Murilo Andrade.

“A lógica é que o mercado imobiliário passou a ter crédito para os compradores. Antes, não havia crédito de banco disponível, as pessoas não tinham como financiar. Então, a demanda por imóveis era bem menor do que é agora, pois hoje o negócio é facilitado. Nós também tivemos um crescimento da renda da população nos últimos anos, o que aumentou o poder de compra do consumidor”, sublinha o superintendente da imobiliária.

Carlos Alberto Moura, presidente do Sinduscon, é categórico nesse assunto. “Não existe bolha imobiliária. Isso é uma desinformação muito grande, feita por pessoas que não compreendem o mercado da construção civil. No Brasil, temos índices de investimentos imobiliários, que correspondem àquelas aquisições de imóveis feitas para aplicação de capital, de apenas 7% a 8%. Dos imóveis financiados, somente 1,8% estão em situação de inadimplência. São percentuais baixíssimos, que afetam a economia, mas não se apresentam como risco econômico”, assevera.

Murilo Andrade também é favorável a essa visão. ”O Brasil é um país jovem, então há muitas pessoas entrando no mercado de trabalho e adquirindo imóveis para morarem sozinhas. Além da aquisição de imóveis por famílias pelos programas do Governo Federal. Na cultura brasileira, a compra do imóvel é feita para ser moradia, não para especulação imobiliária. E isso permite um mercado sadio e equilibrado”, assegura Andrade.

Sobre a especulação imobiliária, trata-se de uma forma de investimento estável, que consiste no acúmulo de bens imóveis e que aposta na obtenção de maiores lucros no futuro, presumindo que haverá uma elevação nos preços dos imóveis. (J.M.)

Fonte: Tribuna do Planalto

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Posted on 29/12/2014, in Artigos, Papo para corretor and tagged , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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