Preços de imóveis não devem cair em Belo Horizonte


Preços de imóveis não devem cair em Belo Horizonte

Preços de imóveisMesmo com o aumento dos juros no financiamento de imóveis por meio da Caixa Econômica Federal (CEF) em até 0,5 ponto percentual, a partir desta segunda-feira, o presidente da Câmara da Indústria da Construção da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Teodomiro Diniz Camargos, não aposta em congelamento e nem queda nos preços dos imóveis na capital mineira.”Não acredito que isso aconteça.

Mesmo que as vendas sejam menores neste ano, não temos margens para que o preço caia, já que não houve redução nos custos de produção em Belo Horizonte. A escassez de terrenos e as regras mais rígidas para novas construções também contribuem para a valorização dos empreendimentos”, argumenta o dirigente.

As mudanças principais nos juros da casa própria foram efetuadas nas taxas voltadas para o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), que engloba imóveis com preços acima de R$ 750 mil. Esse tipo de financiamento é feito com recursos próprios do banco e são voltados para a classe média. Os contratos fechados por meio do Sistema Financeiro Habitacional (SFH) não passarão por alterações tão significativas e as taxas do “Minha casa, minha vida” serão mantidas. Para Diniz Camargos, é claro que o aumento dos juros é uma medida que não favorece o setor. No entanto, o mais provável é que ocorra uma diminuição da produção, com menos lançamentos, principalmente os voltados para a classe média e classe média alta.”Com a oferta menor, o que pode ocorrer é até mesmo um aumento dos preços.

Redução não deve acontecer porque nos últimos dois anos o setor já vem passando por uma estabilidade nos preços. E, com a inflação, isso já significou queda”, observa.

Já a Câmara de Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI-Secovi) avalia que a mudança na taxa de juros no financiamento de imóveis deverá afetar o setor consideravelmente. Se antes a expectativa era de pelo menos empatar com 2014 em termos de vendas, agora o mercado já começa a esperar quedas.Para 2015, o Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG) aposta em estabilidade no setor, que deve registrar o mesmo faturamento do exercício passado.

Porém, o resultado dependerá da forma em que o governo conduzirá a política econômica até o fim do ano e do que ficará definido para o “Minha casa, minha vida”, uma vez que as novas regras ainda não foram determinadas.Alta da SelicO aumento de juros na maioria das linhas de financiamento imobiliário reflete, conforme a Caixa, a taxa de juros básicos (Selic) maior.

O maior aumento de juros promovido pela instituição financeira no âmbito do SFH ocorreu na linha voltada a servidores. A taxa passou de 8,00% para 8,50%. Já no SFI, subiu de 8,80% para 10,20%. Já no caso do SFI, as taxas de balcão foram as que mais subiram, passando de 9,20% para 11,00%. No SFH, essa modalidade foi mantida em 9,15%. Os novos juros cobrados nos financiamentos habitacionais da Caixa foram comunicados aos gerentes na semana passada e, imediatamente, já começaram a ser informados aos clientes.

Da Redação, original Diário do comércio

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Posted on 24/01/2015, in Artigos. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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